O último show de 2020

Bom, pelo menos foi o último show ao vivo presencial para mim. O que veio depois, prefiro nem comentar.

Bom, pelo menos foi o último show ao vivo presencial para mim. O que veio depois, prefiro nem comentar.

2020 teve basicamente 3 meses: janeiro, fevereiro e pandemia. Me sinto muito privilegiada de ter conseguido aproveitar bastante os primeiros meses do ano – carnaval aproveitei pra torrar na praia mesmo.

No começo do ano vi a notícia de que a banda Between the Buried and Me faria sua estreia no Brasil e, é claro, já fui atrás de mais informações. Acabei conseguindo uma credencial de imprensa pela Powerline e Tedesco para o show, o que me deixou mais ansiosa para assistir e postar nas redes.

Mas, enquanto isso, as notícias de que o vírus chegou no Brasil começaram a pipocar nas redes e a preocupação de ir ou não ao show bateu na porta. Viagem de uma hora até São Paulo, mais metrô e mais casa de show fechada. Fui. Com c* na mão, mas fui.

Meu único arrependimento foi ter saído antes de acabar – em alguns shows eu costumo fazer isso para não sair com a muvuca e porque não queria chegar tarde em Santos: era domingo à noite.

Com certeza, foi um ótimo jeito de “fechar” o ano. Dois dias depois já me encontrava em isolamento.

SOBRE O SHOW:

A banda John Wayne abriu os trabalhos e já no show deles posso dizer que valeu muito a pena estar ali. Um peso, uma energia, uma presença de palco espetacular que coloca no chinelo muita banda gringa há anos na estrada. John Wayne é uma das provas de que tem muita banda nacional fazendo sons incríveis e os shows ao vivo comprovam isso ainda mais.

Entre vídeos, postagens em redes sociais e cervejas, o momento chegou: finalmente Between the Buried and Me estava no palco. O momento em que as pessoas mais se aglomeraram – saudades – e tentavam se aproximar do palco.

Sem cerimônia, BTBAM fez um show impecável e que me fez esquecer de qualquer coisa que estivesse acontecendo fora daquele Fabrique. Tommy – aliás hoje, dia 30 de dezembro, é aniversário dele – envolveu o público de uma forma que eu não via há muito tempo. E mesmo atrás do teclado, o vocalista não deixou a desejar. O público pulava, gritava, cantava junto.

Cada nota bem executada, cada música saindo das caixas de som como se fosse a última vez. Para o primeiro show no Brasil, eles com certeza deixaram o público com vontade de mais dessa imersão no repertório deles. Valeu demais ter “terminado” 2020 com esse show.

Depois que voltei pra casa, fiquei pensando em tudo que queria falar desse show, tudo que eu ia comentar das músicas, da banda, da interação. Mas tudo fechado, trancada em casa, notícias, nada fez minha cabeça funcionar direito para fazer uma boa resenha.

Últimos dias de dezembro e resolvi relembrar daquele dia. Agora mais calma, mas a cabeça ainda a mil. As preocupações não foram embora, mas a gente acaba aprendendo a lidar com todo esse caos. E nunca esquecerei do último show de 2020.

Obrigada PodCaverna por me incluir no grupo de vocês e me permitir contar essas histórias.

Obrigada Erick Tedesco por mais um evento incrível.

Obrigada John Wayne, vocês foram sensacionais.

Thanks, Between The Buried and Me. And happy birthday, Tommy.

Feliz ano novo.

P.S.: as fotos foram tiradas do meu celular. Para mais imagens e vídeos, visitem meu Instagram @42.radio

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