Demon Slayer e a nova geração de mangás e animes!

Este mangá traz novos ares para os amantes do shonen e com uma história de amor fraterno muito envolvente.

Estamos começando a viver a chegada de uma nova geração na arte, na música, nos filmes e não seria diferente com os mangás e animes. Demon Slayer traz novos ares para os amantes do shonen e com uma história de amor fraterno muito envolvente.

Quem acompanha os posts aqui no blog do PodCaverna, já deve saber como eu conheci essa obra. Pra variar, na banca do meu amigo, Halph, que sempre acerta nas recomendações! Obrigado, meu brother! Você é [email protected]#4!

Tanjiro e o vilão da série – Muzan Kibutsuji!

Bom, gostaria de deixar claro que eu não sou grande fã dos clássicos shonen (nomenclatura que está começando a cair, mas que antes era usada para separar o publico feminino do masculino), mas tem alguns que chamam a minha atenção pela trama e pelo ambiente, como por exemplo One-Punch-Man ou o próprio Demon Slayer. Por mais que o primeiro citado tenha praticamente todas as características de um “mangá de porrada”, eu ainda vejo que a obra traz muito mais comédia e até reflexões filosóficas do que é ser um herói. Confira aqui o post que fiz sobre.

Vamos para o porquê vocês vieram aqui, no japonês: Kimetsu No Yaiba!

A minha edição desta obra é a que está sendo lançada nas bancas aqui no Brasil, começou neste tenebroso 2020 que estamos vivendo. Porém, diferente do ano, a edição do mangá é linda! A Panini, pra variar, está caprichando bastante nesses mangás mais novos e entregando uma qualidade de cair o queixo. Já estamos no número 9 e quase todos vieram com algum marcador de página ou um cartão/foto de um personagem.

Cartões e marcadores de páginas do Demon Slayer – Panini entregando um produto muito legal!

A história se passa no Japão, durante a era Taisho. Um jovem chamado Tanjiro está voltando para casa depois de um dia de trabalho e se depara com quase toda a sua família morta, exceto sua irmã Nezuko. Eles foram mortos pelos famosos demônios folclóricos Oni, os devoradores de gente. Desesperado, ao ver sua família praticamente perdida e sua irmã transformada em Oni, o jovem Tanjiro resolve ir em busca de uma forma de salvar a única que sobrou da família e descobrir quem foi o responsável por tê-la transformado em um monstro e pela chacina em sua casa. Em sua jornada o menino aprende sobre um grupo de exterminadores desses monstros e começa a treinar para se tornar um guerreiro e então acabar com tudo isso.

Capa do primeiro volume de Kimetsu no Yaiba – Tanjiro e sua irmão, Nezuko!

Uma das coisas que mais me chamou atenção nessa história foi a rapidez e a “não enrolação” para diversos eventos e desenrolares da trama. Muitos shonen são famosos por ficar colocando o personagem principal em diferentes ciclos de treinamento e arcos que as vezes demoram volumes e volumes para finalmente mostrar quem é o verdadeiro vilão da história ou para mostrar o quanto o personagem principal agora é forte e pode derrotar milhões de vilões para daqui a pouco começar todo esse ciclo de novo. Demon Slayer vai direto ao ponto: no primeiro volume você já é apresentado ao vilão principal, o protagonista já começa e quase termina o seu treino, já sabe-se a solução para o problema que se alastra na região. Não tem enrolação: a autora — Koyoharu Gotoyge — desenvolveu tudo de uma forma tão simples e tão bela que ao terminar um volume, fico com vontade de ler mais uns 3 ou 4.

Muitos otakus e fãs podem ficar revoltados comigo agora mas eu realmente acho que o shonen precisa crescer. E vejo que Koyoharu está trazendo essa maturidade pro estilo, que já estava precisando de uma reinvenção há tempos. De forma alguma falo isso de forma pejorativa, só sinto que histórias como Yuyu Hakusho, Dragon Ball (Z) e Naruto já tiveram um momento de extrema importância, mas se ficarmos repetindo essas mesmas narrativas e tramas por mais décadas iremos estagnar. A arte, assim como nós, está em constante evolução. Não dá pra ficar vivendo de passado o tempo todo e Kimetsu No Yaiba nos mostra uma nova direção, um novo momento, que muito me agrada! O mangá já encerrou no Japão, o que também mostra que a autora não quis ficar fazendo arcos gigantescos (21 volumes, se não estou enganado) e isso também é uma evolução dentro desse universo, que sempre tem como exemplos tramas gigantescas e quase inacabáveis.

Recomendo a todos essa leitura. É uma história de amor fraternal, de luta, esperança e superação, que não via de forma tão simples e direta há tempos. E digo simples da forma mais bela do mundo, em alguns bons casos, menos é mais e em Demon Slayer isso nunca foi tão verdade! Confere lá e deixa seu comentário aqui no blog!

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