AttracthA – No Fear To Face What's Buried Inside You

Eloísio Michalski apresenta - faixa por faixa - 'No Fear To Face What's Buried Inside You' primeiro álbum da banda AttracthA.

Lançado nas plataformas digitais em 30/09/2016, esse é o álbum de estreia da banda de metal de São Paulo fundada em 2007 pelo guitarrista Ricardo Oliveira e o baterista Humberto Zambrin, e que hoje conta também com Cleber Krichinak nos vocais e Guilherme Monesso no baixo, o AttracthA!

Conheci esse quarteto em um show do Nocturnall. Os caras estavam gravando um DVD e o AttracthA foi uma das bandas de abertura!

O show foi espetacular e a banda me cativou nos primeiros acordes e riffs tocados na abertura. No final pude ter o prazer e oportunidade de entrevistá-los para um vídeo aqui do PodCaverna. Foi simplesmente sensacional!

Neste dia, Humberto nos presenteou com uma cópia do No Fear… Embora eu ter feito questão de comprar mais uma cópia e ainda o EP – Engraved (primeiro registro da banda) para ajudar os caras.

Mas vamos ao que interessa…

Capa do álbum No Fear To Face What's Buried Inside You do AttracthA
Capa do álbum No Fear To Face What’s Buried Inside You do AttracthA

No Fear to Face What’s Buried Inside You é uma obra recheada de riffs pesados, agitados e letras reflexivas. Uma das coisas que me chamou muito a atenção na parte física do álbum foi a arte: é um digipack com projeto gráfico muito legal e um encarte que contém as letras e que, sendo aberto, revela uma arte ainda mais legal!

O álbum abre com Bleeding Inside e a guitarra já chega com um riff visceral que vai guiando a música para um refrão inesquecível, Cleber o canta com muita energia, com os back-vocals de Guilherme que dão um peso e presença para as melodias! A letra trabalha com a ideia de se estar sofrendo em silêncio. O interlúdio, com uma parte mais limpa dá uma dinâmica espetacular à música! Está entre as minhas favoritas.

Em seguida, Unmasked Files (primeiro single da banda), que tem uma letra cujo conteúdo parece refletir nas questões de redes sociais e das pessoas que só vivem vidas virtuais. As melodias do pré-refrão são muito pegajosas e crescem para o refrão de uma forma poderosa!

231 começa com muita pressão. A letra parece tratar de conflitos pessoais e uma tempestade de sentimentos dentro de todos nós. Peso é o que define esta música!

Move On tem um riff pra bater a cabeça, uma letra com um sentimento de superar os obstáculos, por mais difíceis que sejam. A melodia de voz é muito pegajosa e o baixo de Guilherme preenche a música com graves fortes. O interlúdio conta com um pedal duplo bizarraço de Humberto seguido por um solo lindaço de Ricardo!

Mistakes and Scars está entre as minhas favoritas, tem um riff pesado e é agitadíssima! A letra parece estar falando de uma pessoa que está lutando contra seus próprios erros e suas feridas, tentando achar um caminho. Mais uma com um refrão que não tem como não cantar junto. Cleber e Guilherme fizeram um trabalho de vozes muito interessante tanto no refrão quanto no interlúdio.

No more Lies, que tem Maite Godin Neiva dividindo os vocais com Cleber é uma bela balada com uma letra de redenção. A música começa lenta e depois vai crescendo com muita energia. Uma joia do álbum!

Holy Journey continua com o clima mais lentinho de No More Lies, com umas falas que parecem ser de algum programa de rádio ou coisa assim. Os riffs do verso são de bater muito a cabeça e o refrão é visceral. O solo de Ricardo é épico, meu favorito do disco! A letra dá a impressão de retratar guerras santas e os seus perigos.

Victorious começa com um pedal duplo e o baixo fazendo uma cama para a melodia de guitarra que depois cai em um riff quebrado, que se repete com a voz de Cleber. A música segue para um refrão com uma pegada melódica e bem construída, a letra traz mais um tema reflexivo e do ponto de vista pessoal: alguém que está batalhando internamente e lembrando que não está só.

Para fechar essa bela obra de estreia do AttracthA, Payback Time. A música é agressiva e parece que vai explodir a qualquer momento! A bateria de Humberto não para um segundo, os riffs de Ricardo são precisos e também não param de martelar na cabeça. A letra retrata os lobos em pele de cordeiro que estão à nossa volta, no nosso dia a dia. A banda realmente entrega essa última canção com muita pressão e fecha o álbum com gosto de quero mais!

Se você é daqueles que acha que não existem bandas de metal nacionais com potencial, AttracthA é a resposta para isso. Uma banda com um material de primeira, letras, melodias, peso e muito a oferecer para acrescentar ao nosso cenário. A produção de Edu Falaschi é impecável no disco!

Todos estão de parabéns pelo trabalho, que venha mais AttracthA!

Banda AttracthA (Ricardo Oliveira – guitarra, Humberto Zambrin – bateria, Cleber Krichinak – voz e Guilherme Momesso – baixo) e Edu Falaschi (ao centro)
Foto por Caike Scheffer

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